Não é todo mundo que se prepara para um intercâmbio e possui uma poupança gorda para passar todo o período estudando, sem precisar colocar a mão na massa. Por isso, encontrar um destino que permite trabalhar com visto de estudante é a salvação para muitos intercambistas.

No entanto, trabalhar durante o intercâmbio não pode ser apenas encarado como ajuda de custo, mas também como a possibilidade de aprender o idioma de forma mais rápida, já que o contato com a língua é intenso.

Separei neste post alguns países em que é permitido trabalhar com o visto de estudante. Em alguns casos, o visto somente será possível fazendo cursos técnicos ou superiores e em outros destinos, os cursos de língua estrangeira é liberado. Vamos lá conferir?

1. Irlanda

O Stamp 2 é o visto da Irlanda que permite estudar e trabalhar durante o intercâmbio. No período das aulas, o intercambista pode trabalhar até 20 horas dentro da semana. Porém, durante as férias de junho a setembro e de 15 de dezembro a 15 de janeiro, o aluno pode trabalhar até 40 horas por semana.

Para ter acesso ao visto é necessário se matricular em uma instituição aprovada pelo Governo Irlandês. O curso deve ter no mínimo 25 semanas, mas a duração máxima do visto é de 8 meses. No entanto, o processo pode ser renovado.

Irlanda permite trabalhar com o visto de estudante
Intercâmbio na Irlanda

2. Austrália

O estudante que deseja trabalhar na Austrália precisa se matricular em um curso com duração mínima de 14 semanas. Todavia, só poderá começar a trabalhar depois que o curso iniciar.

Durante o período das aulas, o estudante pode trabalhar por um período de 40 horas quinzenais. Porém, durante as férias essas horas aumentam para 40 horas semanais.

Austrália permite trabalhar com o visto de estudante
Intercâmbio na Austrália

3. Nova Zelândia

O aluno que almeja estudar e trabalhar na Nova Zelândia, deve se matricular em um curso que dure em torno de 14 semanas ou mais. A carga horária deve ser de 20 horas semanais em uma instituição de categoria 1. Mas não precisa solicitar qualquer visto extra ou permissão especial.

Durante o período das aulas, o intercambista pode trabalhar 20 horas semanais e durante as férias não há limite de carga horária. Entretanto, para tirar o visto é necessário comprovar em torno de NZ$ 1250 por mês (cerca de R$ 3.308).

Nova Zelândia permite trabalhar com o visto de estudante
Intercâmbio na Nova Zelândia

4. Canadá

Os cursos de inglês não são elegíveis ao visto de estudo e trabalho no Canadá. Para ter direito a trabalhar no país, o estudante precisa se matricular em um curso dentro de Colleges privados. As áreas de Administração, Marketing e Turismo são as mais procuradas.

Depois de matriculado, o aluno pode trabalhar 20 horas semanais. Entretanto, o curso deve ter no mínimo 6 meses de duração e o aluno precisa ter o nível Upper Intermediate para ser aceito no curso.

Canadá permite trabalhar com o visto de estudante de College
Intercâmbio no Canadá

5. África do Sul

Assim como no Canadá, na África do Sul não é possível trabalhar apenas fazendo um curso de idioma, somente quando estiver cursando nível superior como uma graduação ou mestrado.

No entanto, o país é uma ótima oportunidade para fazer intercâmbio voluntário. O programa permite estudar inglês e trabalhar em projetos de educação ambiental, escolas primárias, serviço social, entre outros. Porém, como são trabalhos voluntários, você não será remunerado pela função.

África do Sul permite trabalho voluntário com visto de estudante
Intercâmbio na África do Sul

6. Malta

Recentemente, o Governo de Malta reformulou suas regras de intercâmbio permitindo o estudo e trabalho no país. Para isso, o estudante precisa se matricular em um curso com duração acima de 90 dias.

A jornada de trabalho é de 20 horas semanais no período das aulas e o visto de trabalho é válido durante todo o período do curso, podendo ser renovado. No entanto, o estudante somente pode começar a trabalhar depois de 3 meses de curso.

Malta permite trabalhar com visto de estudante
Intercâmbio em Malta

7. Argentina

Estudantes brasileiros não precisam de visto para fazer um curso na Argentina. Porém, para ter permissão de trabalhar, é necessário encontrar um emprego e solicitar o visto de residência.

O processo é um pouco burocrático, mas o visto de residência permite que você permaneça e trabalhe legalmente na Argentina por um período inicial de dois anos, podendo ser prorrogado.

Argentina permite trabalhar com o visto de estudante
Intercâmbio na Argentina

Como você pôde ver, trabalhar com visto de estudante durante o intercâmbio, melhora a situação financeira do intercambista durante o curso e pode ser uma das melhores formas de fazer imersão na língua.

Por isso, se você tiver possibilidades de escolher um destino que permite trabalhar com visto de estudante, não pense duas vezes. Foi a melhor experiência que eu tive e recomendo para todo mundo!

Gostou de saber que existem vários países que permitem trabalhar com visto de estudante? Aproveite para ler agora mesmo o post “Confira 10 vantagens de fazer intercâmbio na Irlanda” e conheça mais sobre este destino!


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